Acerca da correspondência entre percepção visual e gustativa
DOI:
https://doi.org/10.31501/esf.v0i15.10532Resumo
Este artigo trata do paradoxo de como uma experiência visual pode interferir na do paladar e vice-versa, considerando a história moderna que estabeleceu a arte ou a estética em sentido mais amplo como categorias a serem sentidas de modo privilegiado pelo aparado da visão e da audição. Embora haja uma crescente proliferação de imagens visuais, a gastronomia e gosto exercem um papel eminente neste processo. Considerando isto, uma imagem visual não é única e pode adotar diversas formas: uma série de sinais escritos é uma imagem visual tão legítima como uma fotografia, uma pintura e uma linha desenhada na areia. A partir de uma desconstrução da hierarquização dos sentidos ditos inferiores (olfato e paladar), observa-se as implicações das informações visuais em relação à experiência do paladar, bem como a relevância do paladar para a experiência gastronômica nivelada à percepção de uma arte estética determinada justamente pelo gosto, sem prescindir dos demais sentidos.
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