Silêncio, antimatéria da comunicação
DOI:
https://doi.org/10.31501/esf.v1i2.4006Abstract
Nem haveria o que dizer. Nem há. Mas há, sim, e da margem muda, orgânica, falo. Calo também. De quando em quando vejo que o silêncio não é comunicação nem não-comunicação; o silêncio é antimatéria da comunicação, voz invisível que não se ouve. Sente-se. Sinto. Sendo a matéria da comunicação a vontade de dizer, o silêncio é seus avessos, necessidades. Assim, embora silenciosas, mudas ou transtornadas, há imagens que falam. O que dizem? Aquilo que desentendemos quando mudos nos encontramos.
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