Dispnéia urbana: Os túmulos de Lisboa
DOI:
https://doi.org/10.31501/esf.v0i4.5328Abstract
Neste ensaio a casa é o símbolo e o conceito que orienta esta coleção de imagens de um bairro lisboeta. São retratos de casas sufocadas. Ninguém lá vive nem ninguém lá pode viver. Não servem de abrigo. Não servem de armazém. Não servem de pouso para os pombos. São túmulos. As portas sem fluxos e janelas sem vidro aprisionam os odores e as vergonhas da promessa do impossível. São edifícios mortos e esterilizados pela crise da fantasmagórica ideia da propriedade privada.
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