Geração, Tempo, Crise

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DOI:

https://doi.org/10.31501/esf.v1i35.16902

Resumo

Este comentário retoma três conceitos fundamentais e intimamente interligados da antropologia social: geração, tempo e crise. Começando pela geração, mostra como os modelos clássicos buscaram reconciliar as vidas transitórias dos indivíduos com a continuidade da estrutura social por meio de uma lógica de substituição e herança; mas isso permite aos indivíduos apenas ser. E se, ao contrário, as relações intergeracionais fossem modeladas em termos de um processo contínuo de devir, de engendrar e renascer? Isso implicaria uma compreensão bastante distinta do tempo: não mais o eixo da diacronia, sobre o qual gerações sucessivas são dispostas em sequência, mas a duração intrínseca ao próprio movimento da vida e do crescimento. Nesse caso, não haveria uma divisão nítida entre passado e futuro, separados por um presente, mas antes um sentido duradouro de presença, em cujos termos até mesmo o tradicional pode ser contemporâneo. Foi a era moderna que, ao virar as costas aos modos antigos, substituiu essa presença por uma sucessão interminável de presentes, cada um repudiando o passado em seus desígnios para o futuro. Nisso reside a percepção de crise permanente tão característica de nossa época. Como poderíamos reverter esse sentido de crise para que se torne uma força para o bem?

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Biografia do Autor

Tim Ingold, University of Aberdeen

Professor Emérito de Antropologia Social na Universidade de Aberdeen, membro da Academia Britânica e da Sociedade Real de Edimburgo. Minibio extraída de: https://www.timingold.com/.

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Publicado

2026-05-19

Como Citar

Ingold, T. (2026). Geração, Tempo, Crise. Esferas, 1(35). https://doi.org/10.31501/esf.v1i35.16902