O USO DO CENTRO ARTICULAR DO QUADRIL E DO CENTRO DE GRAVIDADE DA CABEÇA COMO REFERÊNCIA NA ESTIMATIVA DE PARÂMETROS CINEMÁTICOS DA PERFORMANCE EM CORRIDAS DE VELOCIDADE

Autores/as

  • Juliano Dal Pupo UFSC
  • Clarissa Stefani Teixeira Universidade Federal de Santa Catarina
  • Ivon Chagas Rocha Júnior Universidade Federal de Santa Maria
  • Carlos Bolli Mota Universidade Federal de Santa Maria

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v17i4.1024

Resumen

Objetivo: O objetivo deste estudo foi comparar a velocidade e o deslocamento do centro de gravidade global (CGG) com as centro de gravidade da cabeça (CGC) e do centro articular do quadril (CAQ), durante um passo em corridas de velocidade. A partir disso, determinar se tais pontos podem ser utilizados como indicadores de parâmetros da performance nos estudos envolvendo a cinemática das corridas. Métodos: Participaram deste estudo 8 sujeitos do sexo masculino, com idade média de 12,5 ± 0,66 anos e estatura média de 163,00 ± 5,40 cm. Realizou-se uma análise cinemática da corrida, utilizando-se o método de videografia tridimensional, com quatro câmeras de vídeo do sistema de análise do movimento Peak Motus, operando na freqüência de 180 Hz. As variáveis analisadas foram deslocamento, velocidade média e velocidade instantânea horizontal do CGG, CGC e CAQ referentes a um passo. Resultados: Os resultados encontrados mostraram não haver diferenças significativas na velocidade média e amplitude de deslocamento entre os três pontos analisados. Em relação à velocidade instantânea analisada em todo passo, não verificou-se diferenças significativas, porém, as variações na curva de velocidade do CAQ não ocorreram na mesma escala de tempo quando comparado com os demais pontos. Conclusão: Concluiu-se assim que, tanto o CGG, assim como o CGC e CAQ, podem ser utilizados para descrever parâmetros cinemáticos da corrida, quando o objetivo da análise referir-se a deslocamentos e velocidade média de um passo. Em relação à descrição da velocidade instantânea do atleta nas diferentes fases do passo, o uso do CGG e CGC parecem ser os mais adequados a serem utilizados.

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Biografía del autor/a

Juliano Dal Pupo, UFSC

Possui graduação em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Maria (2004). Realizou especialização em Atividade Física, Desempenho Motor e Saúde na linha de pesquisa Biomecânica da Atividade Física pela Universidade Federal de Santa Maria (2005). É mestre em Distúrbios da Comunicação Humana pela Universidade Federal de Santa Maria na área de concentração audição e linha de pesquisa equilíbrio (2006-2008) e foi bolsista CAPES. Tem experiência profissional na área de Educação Física especialmente em musculação, personal training, ginástica e hidroginástica. Foi fundadora e coordenadora do Grupo de Estudo e Pesquisa em Equilíbrio e Reabilitação Vestibular (GEPERV/UFSM) junto ao Laboratório de Biomecânica (LABIOMEC) e coordenadora do projeto de musculação para a terceira idade do Núcleo Integrado de Estudos e Apoio a Terceira Idade (NIEATI/UFSM). Atualmente tem seus estudos voltados para a saúde e qualidade de vida dos trabalhadores atuando principalmente na área de ergonomia. Além disso, as pesquisas desenvolvidas são voltadas para área de Biomecânica, atuando principalmente nos seguintes temas: equilíbrio, locomoção humana e esporte

Clarissa Stefani Teixeira, Universidade Federal de Santa Catarina

Possui graduação em Educação Física e especialização em Atvidade Física, Desempenho Motor e Saúde pela Universidade Federal de Santa Maria. Realizou mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Biomecânica do Esporte e Fisiologia do Exercício, atuando principalmente nos seguintes temas: aspectos biomecânicos da corrida e indicadores fisiológicos e neromusculares da performance.

Ivon Chagas Rocha Júnior, Universidade Federal de Santa Maria

Possui graduação em Licenciatura Em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Maria (1974), mestrado em Ciência do Movimento Humano pela Universidade Federal de Santa Maria (1993) e doutorado em Ciência do Movimento Humano pela Universidade Federal de Santa Maria (2006). Atualmente é professor adjunto 2 da Universidade Federal de Santa Maria. Tem experiência na área de Educação Física, atuando principalmente nos seguintes temas: atletismo escolar, atletismo, iniciação atlética, análise biomecânica e corridas de velocidade.

Carlos Bolli Mota, Universidade Federal de Santa Maria

Possui graduação em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Santa Maria (1981), mestrado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Santa Maria (1991) e doutorado em Ciência do Movimento Humano pela Universidade Federal de Santa Maria (1999). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Santa Maria. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Biomecânica, atuando principalmente nos seguintes temas: locomoção humana, ciclismo, atletismo e instrumentação.

Publicado

2010-02-13

Número

Sección

Artigo Original