A relação entre choques de política monetária e o mercado acionário brasileiro

Autores

  • Regis Augusto Ely Departamento de Economia / Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
  • Vinícius Halmenschlager Departamento de Economia / Universidade Federal do Rio Grande (FURG)
  • Luís Antônio Winck Cechin Programa de Pós-Graduação em Organizações e Mercados (PPGOM/UFPel)
  • Rodrigo Nobre Fernandez Departamento de Economia / Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

Resumo

Este artigo investiga a relação entre choques inesperados na política monetária e seus efeitos no mercado acionário brasileiro. Para isso utilizamos um modelo estrutural baseado em Bjornland e Leitemo (2009), onde identificamos os choques monetários a partir de uma combinação de restrições de curto e longo prazo, mantendo as propriedades preconizadas pela teoria econômica. Os resultados indicam que um choque inesperado de política monetária que aumenta a taxa Selic em 100 pontos base está relacionado a uma queda de 0,5% no IBrX em termos reais. Por outro lado, uma variação de 1% do IBrX em termos reais está relacionada a um aumento na taxa Selic de cerca de 75 pontos base. Esse resultado é condizente com o fato de (i) os agentes econômicos reajustarem seus portfólios da renda variável para a renda fixa após choques de política monetária restritivos; (ii) o rendimento do mercado acionário, que também reflete o lucro esperado das empresas, ser um parâmetro importante para banalizar as decisões de política monetária do Banco Central.

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Biografia do Autor

Regis Augusto Ely, Departamento de Economia / Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

Professor Adjunto no Departamento de Economia e no Mestrado em Economia Aplicada (PPGOM) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), bem como Doutor em Economia pela Universidade de Brasília (UnB).

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Publicado

2018-11-01

Edição

Seção

Artigos